domingo, 25 de novembro de 2018
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
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A chuva voltou e dizem os meteorologistas, cartomantes do destino da chuva, que ela está só de passagem. Ninguém sabe aonde ela vai. Ninguém sabe quando ela volta. Porém, ela está entre nós. E não é todo dia.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Do lado de cá da ilha de solidão tupiniquim, apesar dos safadões e da suruba sertaneja e do cativeiro onde meteram o passado e dos zumbis do centro de Goiânia e do calor infernal, sobreviver é água com açúcar. Porquanto, é possível sobreviver de todas as formas, exceto sem amigos. Os amigos são um alento – sobretudo os que ainda não aterrissaram no Facebook ou já morreram ou desapareceram ad eternum na cortina de fumaça dos bares. Um amigo morto é a prova viva que sobreviver a morte é mais fácil do que parece.
Nessa vidinha, tudo tem jeito, tudo se renova, tudo tem um preço, um fiador e um otário em 10x sem juros; tudo se fode para depois se foder outra vez e finalmente, após uma sequência harmoniosa de fodas kármicas e fodas casuais , os homens e as coisas tropeçam no princípio de tudo e sobrevivem.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
E em português eu articulo pela última vez na noite essa ausência que fuma dos meus cigarros.
Eu não sei bem o que é. Acho que ressaca. Talvez o sexto dia seguido fumando que só. A caixinha de Marlboro , pequena lembrança da McLaren do Prost. Hiltons alongados como os dedos da última amante russa do último Czar, meu brother Nikolay Alexandrovich. Quem sabe a ausência de uma mulher que não sei bem quem é. Ou a falta dos amigos que conheço até demais. Possivelmente o ducentésimo segundo aniversário da batalha de Waterloo. Vocês já experimentaram morrer em Waterloo? Nem tentem. É uma merda. Ou o Chet Baker solitário que preenche a sala de jantar onde raramente se janta. (Por falta de diagnóstico ou doença que justifique um diagnóstico, Chet Baker em What's New está fora de cogitação). Pode ter sido o excesso de anúncios de shampoo para caspa ou os congelados da perdigão. Vinho chileno ou Jaggershit, só pode. Não descarto a vitória do Flamengo, que sempre me fode a alma, ou a distância do nordeste, meu oceano e minha cicuta. Há quem diga que a culpa está nas estrelas, mas os cientistas não sabem mais que as cartomantes, e as cartomantes de hoje escorregaram na Tamburello: profissionalizaram-se.
Olha, se eu pudesse e o dinheiro desse, mataria no peito e sairia jogando , mas não é assim que a banda toca, chicos.
Acontece, meu bem. Às vezes é simplesmente inevitável, filho meu. Como proceder? Com a palavra, Manuel Bandeira: "A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."